TRÂNSITO: O EXPERIMENTO EM ETERNA FASE DE TESTES…

A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca fatos, os mais gerais e abrangentes possíveis, bem como a aplicação das leis científicas; ambas especificamente obtidas e testadas através do método científico. O método científico refere-se a um conjunto de regras básicas dos procedimentos que produzem o conhecimento científico, quer um novo conhecimento, quer uma correção (evolução) ou um aumento na área de incidência de conhecimentos anteriormente existentes. Uma das classificações mais fundamentais da ciência se dá em função dos objetos ou alvos de estudo. Dentre as diversas áreas estudadas pela ciência está a Ciência Política que, de forma resumida, é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do comportamento político.

Segundo o cientista político Manuel Alcántara Sáez, docente catedrático da Universidade de Salamanca:

“Na carreira política o início é fundamental, pois as pessoas entram na política porque ganham eleições. Isto tem implicações muito interessantes no que diz respeito à diferença da profissão de política com as outras profissões, uma vez que em política não se exige à priori conhecimentos, o que qualquer outra profissão exige”

Diante dessa importante constatação e da perspectiva da própria política como uma ciência, me pus a imaginar que, como em todo laboratório científico, realizam-se experimentos, que nada mais são que análises ou trabalhos científicos que têm por objetivo comprovar fenômenos físicos. Pelo método científico, uma experiência científica consiste na observação de um fenômeno sob condições que o investigador pode controlar.

Mas o que acontece quando um experimento é realizado sob condições às quais o investigador não tem controle? Alguns tipos de hipóteses não podem ser testadas em experimentos controlados por razões éticas ou práticas. Por exemplo, uma hipótese sobre infecção viral não pode ser testada dividindo as pessoas saudáveis em dois grupos e infectando um grupo: infectar pessoas saudáveis não é seguro nem ético. Da mesma forma, um ecologista que estuda os efeitos das chuvas não conseguiria fazer chover em uma parte de um continente, mantendo outra parte seca para controle.

Ultimamente, no entanto, o fenômeno trânsito no país me parece um grande experimento, para o qual nossos “brilhantes cientistas” sequer têm uma hipótese para verificar ou refutar. Um enorme tubo de ensaio, do qual o único reagente esperado é a mais pura gestão do poder, inabalável e irrestrito. Como único resultado dessa mistura que nem sempre segue métodos muito científicos de leis, artigos, incisos, decretos e portarias, temos uma cultura que relativiza o valor da própria vida, a ponto de deixar a Teoria da Relatividade parecendo conto infantil e o próprio Einstein de cabelos em pé (mais do que o de costume!).


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