HOMO AUTONOMUS: IMPLICAÇÕES DOS AUTOMATISMOS NO TRÂNSITO

De forma muito semelhante à rotina que já expus uma vez em ESTÁ PRONTO PARA DEIXAR SUA CASA NAS MÃOS DE UM ROBÔ?, o empreendedor digital Alexandre Adoglio aborda em uma interessante fábula, em uma realidade não muito distante, a futurística rotina de André em um mundo em que a automação e a digitalização estão acima de tudo – e a inteligência artificial acima de todos.

Essa instigante história onde o personagem principal é a todo o momento lembrado digitalmente de tarefas do seu dia, aniversário de parentes, compromissos de trabalho e até encontros com um crush, tudo via conexões neurais através de um chip implantado no seu cortéx, nos faz pensar o quanto disso já não vivemos, em certa medida, nos dias de hoje. Além de quanto tempo levará para vivermos vidas assim (se é que chegaremos lá) e, principalmente, as implicações disso para as mais diversas áreas, como saúde, profissão, relacionamentos e, obviamente, a mobilidade.

Toda essa reflexão me fez lembrar de uma postagem recente no meu Instagram, que retrata de forma bem humorada uma situação que, muito provavelmente, muitos de nós já passamos:

Com o nível tecnológico ilustrado na fábula, situações como essas dificilmente se repetirão no futuro. Esse é o típico automatismo de quem, certamente, não é acostumado a utilizar o carro com frequência e que, de forma até certo ponto contraditória, a própria tecnologia tenderá a nos livrar num futuro breve.

Mas e quando o automatismo se dá na situação inversa? Eu, por exemplo, quando era acostumado a usar o carro diariamente, por diversas vezes pela janela do ônibus ou até mesmo caminhando, ao invés de olhar para trás, já me flagrei procurando o retrovisor! Isso já aconteceu com você?

A verdade é que o cérebro humano precisa de certos automatismos por pura e simples economia de energia. Imagine a quantidade de energia que seria necessária apenas para o ato de dirigir, por exemplo, se cada a vez que você o fizesse tivesse que pensar e refletir longamente sobre cada passo, desde o melhor ajuste dos espelhos e bancos, até virar a chave na ignição e o funcionamento dos pedais. Muito provavelmente, quem dirige com certa frequência o faz de forma intuitiva, e, chegando ao seu destino, não lembra quantas vezes freou, quantas vezes parou no sinal vermelho e, muitas vezes, não lembra nem se parou!

No entanto, entre o total e consciente controle metal e a mais involuntária e eficiente automação tecnológica, a exemplo do cidadão a baixo, ainda sigo o bom e velho ensinamento aristotélico, que diz: “A virtude consiste em saber encontrar o meio-termo entre dois extremos.


Tem interesse pelo assunto? Gostaria de ler mais textos como esse? Então acesse o meu e-book.

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